LIFE IS SHORT… JUST “TWIST & SHOUT”

“Life moves pretty fast. If you don’t stop and look around once in a while, you could miss it.”- Ferris Bueller (John Hughes, in fact).
Ferris

Eu deveria escrever sobre a nova temporada de “The X-Files”, mas parei no meio depois que li isso, no site da CNN: “CHICAGO WILL THROW A THREE-DAYS FESTIVAL TO HONOR FERRIS BUELLER’S DAY OFF”. *** SPOILERS ALERT ***
Vocês já imaginaram uma cidade comemorar o aniversário de 30 ANOS de um filme?

Joguei em um chat do WhatsApp, onde pessoas de gerações diferentes trocam idéias sobre CrossFit, a seguinte pergunta: Quem é “Bueller? Ferris Bueller?””
Os poucos que responderam nunca ouviram falar – com exceção da geração “velha” da parada.
Parei tudo e resolvi entrar no túnel do tempo.
“Ferris Bueller’s Day Off”, (USA, 1986), aqui no Brasil traduzido para “Curtindo a Vida Adoidado”, já entrou na categoria “clássico” do cinema. Não apenas porque completa 30 anos, mas porque, como bem disse um amigo, “formou as gerações dos anos 70-80. Ele ERA O CARA!”.
O plot é bem simples: Ferris Bueller é um garoto “normal”, de uma família “normal”, que cursa High School em uma escola “normal” de Chicago. Ele mora com os pais e a irmã que o odeia. Ferris tem uma namorada e um melhor amigo, este último quase na categoria “looser”, não fosse pelo fato de ser milionário.
Um dia ele acorda e resolve cabular aula – até porque ele teria uma prova de história, que ele não acha “tão importante”.
É só isso?
Sim, é só isso. E exatamente por isso, é MUITO, MUITO mais.
Escrito e dirigido por John Hughes (1950-2009), um gênio que conseguiu como ninguém retratar o universo adolescente, “Ferris Bueller” é a tradução desse universo, cercado de “bullying”, pais desatentos até a “criação de um mito”.

Já avisei que há spoilers; mas se você não for procurar em YouTube, Wikipedia, Netflix e afins, continue lendo.
Além das situações cômicas tradicionais, John Hughes consegue encaixar momentos sensíveis e que “cutucam” a sociedade de uma maneira praticamente, “subliminar”.

FBDO Official Trailer

Enfim, Ferris Bueller, (Matthew Broderick) acorda um belo dia e resolve que a vida é curta e que ele não está a fim de desperdiçar tal dia na escola – vou me referir ao personagem como no filme, pelo sobrenome “Bueller”.
Ele então arma um plano para enganar os pais e passear tranquilamente por Chicago, “curtindo a vida adoidado”, junto com a namorada Sloane (Mia Sara) e seu melhor amigo Cameron (Alan Ruck).
Bueller decide “ficar doente”, desculpa que TODOS, absolutamente TODOS nós já demos aos pais para não termos que ir à escola.
Ele cria uma engenhoca para tapear os pais – mas não consegue tapear a irmã Jeannie (Jennifer Grey) que, em busca de “justiça”, cabula aula somente porque quer dar um flagra no irmão. Ou seja: ela é a irmã certinha, que tem ciúmes da atenção dada ao irmão “sacana” pelos pais, e por esta razão, comete as mesmas falhas do irmão. Alguém já se sentiu assim e fez algo assim? Claro que sim.

Durante esse dia, os adolescentes fazem passeios turísticos que um nativo de Chicago nunca faria, porque, bem, é “nativo”; se enfiam e saem de encrencas; exorcizam os demônios – ver a sensível cena de Cameron e a Ferrari.
Garanto que existe muito adolescente como o Cameron até hoje.

No meio desta bagunça, Bueller atinge status de “mito” na escola: não porque ele conseguiu cabular aula, mas porque a “notícia” sobre “sua doença” toma proporções estratosféricas e os alunos criam uma campanha sob o título de “Save Ferris”. Se nos anos 80 – quando não existiam redes sociais – isso funcionava, imaginem agora!

Com o perdão do trocadilho medíocre, Ferris “ferra” com o diretor da escola; a irmã “se ferra” sozinha, indo parar na polícia – com direito a uma ponta de um jovem e gatíssimo Charlie Sheen. O melhor amigo Cameron “quase se ferra” por culpa de Bueller, mas a verdade é que depois disso, Cameron decide “se ferrar sozinho”, pois está cansado de “ser ferrado”.

O ápice do filme popularizou a música “Twist & Shout” dos Beatles em uma geração cercada de heavy metal, britpop, new wave… papo para outro post.

Anninha: sério que isso é engraçado? Marcante? Um clássico? Pelo que eu li até aqui, me parece uma bosta.
É gente. Porque só quem assistiu ou ASSISTE o filme vai entender.

Por alguma razão, Ferris Bueller levanta o astral. Você ri, se emociona, quer ser como ele.
Claro: além do roteiro e mão firme de John Hughes, Matthew Broderick leva o mérito pela composição do personagem. Com aquele jeito franzino, uma piscadela ou “sorriso de canto”, Matthew cativou os adolescentes – e ele já tinha 23 anos na época.

“Ferris Bueller’s Day Off” é um marco tão importante para a cultura pop que além deste festival, em 2012, a Honda colocou no ar o comercial do CR-V, NO INTERVALO DO”SUPERBOWL”, um dos espaços mais caros – se não o mais caro – da TV americana. Clique neste link para assistir:
HONDA CRV COMMERCIAL 2012

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“I STILL WANT TO BELIEVE

Estava na dúvida se sairia para correr, ir ao supermercado ou… escrever.
Hoje (EUA) e amanhã (Brasil), começa a 10.temporada de “The X-Files”, (1993-2001)” –para a geração pré-TV a cabo, “Arquivo X” – então, melhor escrever primeiro.
*SPOILERS ALERT*

A primeira vez que assisti a série foi em idos de 1993 ou 94. Não lembro o primeiro episódio que assisti nem como achei a série. Lembro apenas que era na Record, passava as sextas e depois aos domingos – ou vice-versa – e era dublado.
Como fã de ficção e teorias conspiratórias, que acredita e vida extra-terrestre – e tem medo de ser “abduzida” – lógico que viciei. Assisti até enjoar, parei, voltei, parei, e finalmente assisti as nove temporadas de uma vez – intercaladas com os filmes, na respectiva ordem em DVD, há uns anos atrás.
Meus gatos se chamam Scully e Mulder, deu para entender?

“Arquivo X” foi a primeira série, que eu me lembre, a explorar o sobrenatural e as teorias conspiratórias. Depois dela, várias outras surgiram, com ou sem sucesso – vou publicar um post na seqüência.

A verdade é que na série, TUDO, funcionava:
. a música de abertura, composta por Mark Snow;
. os “quote lines” que apareciam no final dos créditos de abertura da série e se tornaram clássicos como “The truth is out there”, “Trust no one”, “Deny everything”. Esta última, também utilizada por amigos de namorados que chifram as namoradas 😉
. roteiros bem amarrados, por mais que o plot do episódio fosse sem pé nem cabeça – vale mencionar que o criador de “Breaking Bad”, Vince Gilligan, escreveu vários episódios da série.
. a química entre Dana Scully e Fox Mulder!

Ah, a química entre Gillian Anderson (Scully) e David Duchovny (Mulder)
Não sei o que levou Chris Carter e os executivos da Fox a escolherem os dois, mas Carter estava determinado a tornar a relação entre os dois personagens da trama estritamente platônica e conseguiu. Apesar de terem um filho juntos – procurem o episódio, os de alienígenas são tantos que eu não vou listar – só depois que Mulder retorna de uma abdução e se esconde, é que aparece uma “historinha” de amor. Que poderíamos passar sem.

Na série, Fox Mulder é um agente do FBI “encostado” em um departamento que é motivo de piada, os “X-Files”, aqueles casos bizarros sem solução. Mas Mulder começa a causar problemas e para controlar o gênio do rapaz,  o alto-escalão manda uma agente novata que é médica e absolutamente cética que deveria atuar como dedo-duro, Dana Scully.
Essa combinação ou daria muito certo, ou muito errado.
Logo no começo, Scully já começa a amolecer. Mulder tem um motivo “nobre” por trás de sua obsessão: ele acredita que sua irmã caçula foi abduzida por alienígenas e ele não conseguiu salvá-la.
Já na 1.temporada os dois são envolvidos em uma conspiração governamental que pretende ocultar a presença, acordo, o que quer que seja, dos alienígenas na Terra.

Eu confesso que curti as três primeiras temporadas mais do que as outras. Acho que porque os episódios sobrenaturais eram mais divertidos – até o ponto onde uma série se suspense sombria pode ser.

Além de Scully e Mulder, os personagens periféricos são um caso a parte. Por alguma razão, mocinhos e bandidos também tinham química. Ao mesmo tempo que eu odiava, queria muito vê-los.  E entre eles, não estão apenas os recurring characters, mas aqueles de alguns episódios que eu nunca esqueci.
A.D. Walter Skinner. O “diretor-assistente”, apesar de durão, acabava por encobrir as roubadas em que Mulder e Scully se enfiavam.
CGB Spenders (William B.Davis). Apelidado por Mulder “The Cigarette Smoking Man”, aqui no Brasil era conhecido como “Canceroso”. Alto funcionário do governo, sempre tinha uma reuniãozinha com Skinner quando Mulder aprontava. Basicamente um dos cabeças da conspiração.
Alex Krycek (Nicholas Lea), o agente duplo fura-olho de Mulder. Ele entra na série como parceiro de Mulder quando Scully é abduzida – a saída que os roteiristas encontraram para driblar a licença-maternidade de Gillian Anderson, e que se tornaria um dos pontos-chave da história. Além de LINDO DE DOER, claro.
.The Lone Gunmen. Nos primórdios da internet, eles eram os hackers de Mulder. Num trailer cheio de tralhas eletrônicas, computadores e papelada, John (Bruce Harwood)Melvin (Tom Braidwood) e Ringo (Dean Haglund), espionavam e passavam a ficha para Mulder de tudo que fosse “suspeito”.
Well-manicured Man (John Neville), da mesma turminha do Spenders; outro alto-funcionário do governo metido em conspirações.
Deep Throat (Jerry Hardin), o dedo-duro que abre as conspirações para Mulder.
Alien (Brian Thompson). Esse dava medo. Ele nem abria a boca, era uma mistura de “Exterminador do Futuro” com alguma coisa, só aparecia para roubar algum feto alienígena in vitro, ou tentar matar Mulder e Scully, ou… sei lá.
Mr.X (Steven Williams) foi o substituto de Deep Throat depois que este é assassinado.

Vejam as sinopses e a Lista de Episódios neste link. Para quem não tem paciência de assistir aos 201 episódios mais dois filmes, há vários blogs que listam os episódios essenciais. Vou postar somente os que eu mais gosto e eles basicamente pertencem as três primeiras temporadas. Até porque a trama alienígena gera muitos episódios relacionados e vocês parariam de ler o post. 🙂
“Squeeze” é o primeiro episódio do personagem Eugene Tooms, um serial-killer que consegue se espremer e passar por qualquer abertura. Cenas nojentas, mas inesquecíveis.
“Eve” gêmeas ou aberrações genéticas?
“Darkness Falls” dos mosquitinhos verdes, que “secam” as pessoa, lembram? Acho que deveriam existir de verdade e serem usados em dietas de massa muscular.
Humbug, a barata e a Scully, sem mais detalhes.
“Duane Barry” e “Ascension” são os episódios que marcam a abdução de Scully. E Krycek (liiindo) começa a furar olho de Mulder…
The Post-Modern Prometheus é o episódio mais lírico de toda a série. Filmado em preto-e-branco, Mulder e Scully vão a uma cidadezinha e se deparam com um caso no melhor estilo “Mask”, 1985.
“X-Cops” : dá para imaginar Scully, Mulder e a equipe daquele reality “Cops” juntos?

Quando David Duchovny resolve sair da série, Gillian Anderson permanece ganha dois parceiros: John Dogget (Robert Patrick) e Monica Reyes (Annabeth Gish). Apesar de uma historinha plausível, eles não conseguem replicar a química entre Scully e Mulder.

Em 2000, a série já dava sinais de fraqueza. “Alias” entrou de sola como série de ficção e conspiração e roubou a audiência de The X-Files.

Nem por isso, eu deixei de ser fã. Pelo contrário: estou ansiosa e até “emocionada” para ver a nova ou esporádica temporada, que eu espero seja tão boa quanto seu início. Ou pelo menos, “I WANT TO BELIEVE”.

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“IT’S NOT A LIE IF YOU BELIEVE IT” – George Costanza

Há muito tempo não escrevo no blog. Na verdade, escrever eu escrevo, mas tenho preguiça de publicar, porque tenho TOC e quero adicionar fotos, legendas e um monte de firulas na mais perfeita ordem, e aí vem a tal preguiça.

Outro dia um amigo me sugeriu assistir o vídeo do Jerry Seinfeld com Barack Obama, na série Comedians in Cars Getting Coffee. Isso me fez lembrar o quanto eu sinto falta da sitcom Seinfeld“.
Se você nunca viu, este post tem spoilers, mas eu vou avisar antes, tá?

“Seinfeld” foi a melhor sitcom  já produzida. Para quem nunca ouviu falar, a série “stressa” situações comuns a ponto do ridículo, a partir do relacionamento entre quatro amigos: Jerry SeinfeldGeorge Costanza (Jason Alexander)Elaine Baines (Julia Louis-Dreyfuss) e Cosmo Kramer (Michael Richards).
Existem personagens satélites como: os pais de Jerry e George; Newman (Wayne Knight), o vizinho que Jerry odeia e Susan (Heidi Swedberg), a noiva de George que… spoiler abaixo.
O criador da série, Larry David, tem em Jerry Seinfeld seu alter-ego. E a partir daí, a série se desenrola de tal maneira que os temas mais absurdos ganham uma conotação tão importante que podem consumir o episódio, o que equivaleria a dias e dias das vidas dos personagens.

Cada personagem tem características peculiares, e todos se consideram “normais”. Em tom satírico, “Seinfeld” traz à tona tudo que há de pior no ser humano: egoísmo, egocentrismo, ganância, falta de bom senso e muitos outros “hábitos” que a maioria de nós  adota no dia-a-dia, mas não percebe ou… “é parte da nossa natureza”.

Para entender, só assistindo a série. E pensar que quase não teve uma segunda temporada devido a baixa audiência…

** SPOILERS COMEÇAM AQUI **

The Contest

The Contest

Eu me mato de rir até hoje. Não vou listar todos os episódios – clique nos links para ver – mas para quem conhece ou quer conhecer a série e não se incomoda com spoilers, seguem alguns termos e frases conhecidos como Seinfeldisms, além de alguns episódios marcantes.

– Yada, yada, yada: algo como blablabla
Close-talker: aquela pessoa que tem mania de falar quase “colado” em você. Eu detesto, e você? Claro, se você for um close-talker, não vai se ligar ou simplesmente, vai ignorar.
– Double-dipper: sabe aquela festa com Doritos e outros “finger foods”? Pois é, tem sempre aquele sujeito que molha o Doritos no molho, morde e molha de novo… e aí ou você fica com nojo e não come mais ou está tão bêbado que manda assim mesmo.
– Fast-talker: aquela pessoa que nem respira para falar (eu).
– Regift: todo mundo já ganhou um presente que detestou, ou simplesmente, não tem utilidade nenhuma. Neste caso, você pode “representear” um amigo com o dito… presente.
– Mansierre? Bro?: sim. Frank Costanza (Jerry Stiller), o pai de George e Kramer têm a ideia de criar um soutien masculino. Estes são os nomes sugeridos.
– Shrinkage: quando um homem toma um banho de piscina, ou passa frio… it shrinks!

Entre os episódios… aí é praticamente impossível listar os meus preferidos, então vou mencionar alguns que valem a pena assistir, caso você não tenha paciência para assistir as 9 temporadas.

. “The Contest” é o mais famoso. Não apenas pelo roteiro e as piadas, mas por tocar num tabu em pleno primetime. Qual o plot? Os amigos decidem apostar quem consegue ficar sem se masturbar por mais tempo. As frases são tão hilárias que vale a pena reproduzir. George é pego pela mãe “in the middle of the action”, e então, surge a aposta.

ELAINE: (Smiling) I want to be in on this, too.
GEORGE AND JERRY: (Rejecting) Ohh, no. No, no, no..
ELAINE: Why?
JERRY: (Showing difference) It’s apples and oranges..
ELAINE: What? Why? (More ‘no, no, no’s from Jerry and George. Persistent) Why?
JERRY: Because you’re a woman!
ELAINE: So what?
JERRY: It’s easier for a woman not to do it than a man.
ELAINE: (Sarcastic) Oh.
JERRY: We have to do it. It’s part of our lifestyle. It’s like, uh.. shaving.
ELAINE: Oh, that is such bologna. I shave my legs.
KRAMER: (Making a point) Not everyday. (…)
GEORGE: Alright, now, how are we gonna monitor this thing?
JERRY: Well, obviously, we all know each other very well, (Elaine slightly laughs) I’m sure that we’ll all feel comfortable within the confines of the honor system.

Este episódio também cunhou Seinfeldisms como
Jerry: “Are you the master of your domain?
Elaine: I’m the queen of the castle.

.”The Invitations”. George Costanza é a representação do ser humano mais mesquinho possível, em todos os aspectos. Ele é amoral, antiético, egoísta, mentiroso… aliás, o título do post é uma das frase mais famosas dele: “It’s not a lie if you believe it”.
E por quê este episódio é importante? Porquê a noiva de George, Susan, morre intoxicada após lamber os envelopes dos convites de casamento.
George não queria gastar dinheiro, então ele escolheu os mais baratos, fora de linha que estavam com a “cola vencida”.
E por quê isso teria graça? No fundo, George não queria casar e quando ele sabe da morte, tenta disfarçar um sorriso fingindo que chora. Jason Alexander está impagável.

.”The Soup Nazi”. Esse é o mais “autobiográfico”. Se bem me lembro, Larry David e outros comediantes de stand up costumavam ir até um fast-food que só vendia sopas. As sopas era ótimas, mas o dono da loja era mal-humorado. Reza a lenda que o episódio fez tanto sucesso que o verdadeiro “soup nazi” queria direitos autorais.

Para chorar de rir? “The Hamptons”. George Costanza está nu, se secando após  um banho de piscina quando uma mulher abre a porta do quarto e vê que, digamos, a masculinidade dele é minúscula. Ela não se contém e dá risada. George grita desesperado: “I was in the pool! It shrinks!”. Isso vira uma discussão onde até Elaine dá palpite.

Tem um episódio, não me lembro o nome… Elaine namora um músico e acidentalmente, estraga o poster dos “Três Tenores”. Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e… “the other guy”, que era o favorito dele. Nenhum dos personagens lembra o nome do terceiro tenor – para ser honesta, nem eu, mas descobri depois que era o José Carreras. Enfim, ela consegue um novo poster, e quando o entrega ao namorado ele manda um: “Oh! He… and the others”.

Outros que não lembro os nomes, mas valem a pena:
. Jerry arruma um encontro para Elaine e quando o cidadão a deixa em casa… “Heeee… took it off”. Não preciso explicar, né?
.  Jerry arruma uma namorada que fica feia ou bonita de acordo com a iluminação; é quando o Seinfeldism “Two Face” surge.
. George se finge de deficiente para se manter num emprego e ainda arrecadar fundos para uma instituição de caridade – ele mesmo.
. Jerry rouba um pão de uma velhinha…
. Kramer resolve praticar natação no Hudson River, em meio a cadáveres desovados pela máfia…
. os vários episódios em que George assume seu alter-ego Art Wandelay, da Wandelay Industries, que é um “importer-exporter”, “architect”, ou qualquer coisa que ele resolva ser para não se sentir diminuído diante do sucesso de outros.
. a invenção do Festivus: Frank Costanza decide não comemorar nenhuma data simbólica como Natal, Ação de Graças… e inventa o Festivus: “Happy Festivus to the rest of us”!

Se você não resistiu e leu até aqui, com certeza está com vontade de ver os episódios.

Com todo respeito a sitcoms mais recentes e excelentes, como “The Big Bang Theory” e “Modern Family” entre outras, Seinfeld merece o título the melhor comédia até hoje.
Na minha humilde opinião, nunca mais conseguiram retratar o ser humano de uma maneira tão cruel de uma forma tão suave.

E… “Jerry, just remember: it’s not a lie… if you believe it”.

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TRUE or FALSE POST# 2: MIU MIU MATELASSÊ

Enfim, há tempos escrevi este post, TRUE or FALSE POST# 1: LVs PALERMO x TIVOLI, e mesmo com intenção de escrever esporadicamente sobre o tema, a correria do dia-a-dia não me permitiu nem atualizar meus posts mais corriqueiros. Sem falar que inserir as fotos aqui parece que virou uma tarefa árdua; demora para enquadrar do jeito que eu quero.

Buscar uma “réplica” ou falsificação também não é fácil. A internet está cheia, mas os preços são extorsivos e EU ME RECUSO. Me resta buscar fotos ou fotografar na cara-de-pau. Vale até abordar alguma desavisada no elevador e perguntar se eu posso tirar algumas fotos, porque é a bolsa que estou procurando.

Hoje consegui sentar e selecionar as fotos e vou falar da Miu Miu, das bolsas de matelassê cobiçadas da Miuccia Prada.
A  minha opinião sobre falsificações é clara: eu prefiro NÃO ter do que sair carregando um artigo falso, por mais questionável que seja “moralmente”. Na minha moral, o designer, o músico, o escritor, têm direito ao crédito. Pode ser que uma bolsa de griffe seja ridiculamente cara, ainda mais se levarmos em consideração que vivemos no Brasil. E também que as próprias griffes estejam sucumbindo a mão-de-obra barata ao invés do trabalho de artesãos caprichosos, mas não vou me estender a este assunto hoje; qualquer coisa, vejam a página “Bolsas – Papo de Meninas”, neste mesmo blog.
Enfim, há alguns anos, a Miu Miu (“segunda” marca da Prada), estourou com o lançamento das bolsas de matelassê.

Meu novo "sonho de consumo".

Meu novo “sonho de consumo”.

Apesar da Miu Miu ter lançado outras bolsas ma-ra-vi-lho-sas, como esta que é meu atual sonho de consumo, as “matelassadas” são clássicas e continuam um hit, tanto que algumas são parte da “coleção permanente”.
Pois bem: eu consegui arrumar uma Miu Miu “fake” o suficiente para comparar com uma original. E volto a dizer: se você for comprar uma bolsa de segunda-mão, atente aos detalhes.

Logo de falta de alinhamento no acabamento externo e rebarbas (na aba que fecha a bolsa).

Coffer: foi só chegar perto para ver a falta de alinhamento no acabamento externo e rebarbas (na aba que fecha a bolsa).

Eu tentei seguir uma lógica, ao colocar as bolsas lado a lado, mas acabei mesclando as fotos em alguns pontos. De qualquer forma, a bolsa da esquerda é a original, cor de chumbo e a da direita, a falsa, num cinza mais claro; não me perguntem como nem quem me deixou fotografar a bolsa.
As fotos com legendas estão meio bagunçadas por pura falta de conhecimento tecnológico da minha parte.

Eu já pensei em vendê-la mais de uma vez e não porque eu enjoei, mas porque a diferença entre a original e a falsa já começa NO PESO. A original é um chumbo – nesta, tanto a cor como o couro. Aliás, a minha é esta cor de chumbo, e os metais estão sim com marcas de uso. Mas o couro continua firme e forte.

DSC01996

Pintada?

Brilho do couro: a falsa parece "pintada".

Brilho do couro da original.

Vou falar a verdade: num primeiro olhar essa falsificação passaria batida, porque se você está carregando uma bolsa cheia de tranqueiras dentro e o formato meio que se acomoda. Mas quando você olha mais de perto…
Eu nem me lembro se a minha Miu Miu matelassê tem um nome e fiquei com preguiça de procurar a fatura do cartão.
Como eu já mencionei, cinza clara é uma Coffer fake, e só de bater o olho, já dá para ver como o acabamento é diferente. O brilho do couro, que na original parece um “verniz discreto” já grita. A falsa também parece “amassada”, tem marcas de dobra.

Fecho design clássico da Miu Miu

Fecho design clássico da Miu Miu

Fecho da Coffer fake, torto e colado.

Fecho da Coffer fake, torto e colado.

Marcas de uso no couro, no fecho pesado.

Marcas de uso no couro, no fecho pesado.

Metal "racha"?

Metal “racha”?

Coffer falsa é “torta”, podem reparar que o fecho não está centralizado, e eu deixei a bolsa bem reta para fotografar. Já na chumbo, o fecho está bem centralizado e é pesado, a metal dos dois lados da bolsa. A “cor” dos metais também é um alerta: apesar da minha bolsa estar “gasta” e com arranhõezinhos, o metal é brilhante. A da Coffer falsa parece meio “fosco”. E essa “rachadura”? Metais “moles” tendem a rachar, sim, mas esse aí parece plástico, mesmo.

Uma coisa que pode passar desapercebida é o gancho da alça de ombro. Eles são iguais, e eu quase os virei do avesso, se isso fosse possível. Mas aí, é só prestar atenção no acabamento da alça, como os pinos e as costuras.

Acabamento diferente.

Acabamento diferente.

DSC01957

Gancho.

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Fixação do parafuso e passante.

Parece MUITO com o original, somente um pouco mais fosco.

Parece MUITO com o original, somente um pouco mais fosco.

Acabamentos interno e externo que deixam a desejar, não somente pelos metais, zíperes, mas a costura mal feita. Nenhuma bolsa de qualidade, MESMO QUE NÃO SEJA de griffe, traz um remendo destes. Eu tenho ótimas bolsas sem marca que têm um acabamento impecável.

Original.

Original, costura impecável.

Remendo no meio da bolsa.

Preste sempre atenção aos  detalhes do acabamento interno e externo, como os zíperes, pinos e arremates. Neste post, eu limitei as fotos. Vai que alguém resolva utilizar a informação para melhorar a qualidade da falseta… minha intenção NÃO É estimular esse tipo de coisa.

... não deu para discutir.

… não deu para discutir.

Com esse item...

Com esse item…

Em todo caso vejam os logos internos nas próximas fotos. O logo acho que é o detalhe mais “enganatório” da bolsa – claro, não fosse o fosco do metal. Os puxadores, já não enganam: na original, ele tem formato de estribo, é mais grosso e longo; na fina, é um ganchinho meia lua clássico de qualquer bolsa. Acho que com estas dicas, dá para evitar levar Miau Miau por Miu Miu.

 

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A CARMINHA ERA UMA PESTE PORQUE NINGUÉM CONHECIA O JOE CARROLL

Quem me conhece sabe que eu tenho ZERO paciência para novelas, mas sou uma viciada assumida em séries gringas.
Eu até que me controlo; se assistisse a todas que eu gosto, não teria vida.
Mas a Netflix existe e eu tiro a barriga da miséria no meu iPad.
Longe de mim denegrir o trabalho do João Emanuel Carneiro e da Adriana Estevez. A última novela que eu mais ou menos segui foi “A Favorita”, obra dele, e a Adriana Estevez, se não fosse boa atriz, jamais teria sido tema de almoços, cantinhos de café, salão de cabeleireiros e até baladas. Não é disso que se trata o post, que fique claro.
Anninha, que “cazzo” é Joe Carroll? Para quem não sabe, é o personagem mais vilão do momento das séries produzidas na “Gringolândia”. Do momento, que fique claro.
Uma coisa que eu adoro nas séries americanas é a facilidade com que um personagem ou roteiro se desenrola, mesmo que muitas vezes os roteiristas dêem uma viajada que arrepia até o espectador menos atento. Eu atribuo isso ao valor que os EUA dão às Letras: lá, ser escritor ou roteirista é honroso. Não menosprezando o Brasil, aqui sempre se teve a errônea conotação de “gente que não tem nada para fazer”. Vergonhoso.
Pois bem. Se eu for listar TODAS as séries POLICIAIS ou de SUSPENSE que eu gosto, vai faltar espaço. Então, vou resumir da seguinte maneira.
Basicamente, eu classifico estas séries em dois grupos obviamente clássicos.

O elenco da 8a.temporada de "Criminal Minds".

O elenco da 8a.temporada de “Criminal Minds”.

Os “Good Guys”, onde os destaques são os personagens que combatem o crime. Nesta categoria, a minha favorita é “Criminal Minds”, (2005-), do AXN, cujo mote é uma equipe do FBI especializada em traçar o perfil dos serial killers. Não sou nenhuma psico ou sociopata, mas é bem legal assistir episódios inspirados nesses lunáticos; para conhecer esses seres “inumanos”, basta sintonizar no canal “Investigação Discovery”. Aí ainda se inclui todos os CSIs e Law & Order. Isso porque os personagens as vezes dão umas escorregadas, mas sempre por um motivo nobre.

"The Shield".

“The Shield”.

A minha outra categoria é a das séries dos “Bad Guys”, onde o destaque é um  personagem amoral – que visa benefício próprio ou tenta “fazer o certo a partir de motivações erradas”. Alguns dramas se encaixam nesta categoria, e eu vou voltar ao tema, mas em termos de séries POLICIAIS nenhum personagem foi tão bem representado como Vic Mackey do Michael Chiklis, na já extinta série “The Shield”, (2002-2008). Imaginem um policial durão no distrito mais perigoso de Los Angeles, que quer sim, combater o crime – mas também tira vantagem dele, muitas vezes em benefício próprio. Corram pro Netflix; eu estou revendo a série. Pior de tudo é que você vai torcer para ele se dar bem.
Anninha, de novo: quem é o p… do Joe Carroll?

Joe Carroll (James Purefoy) e Ryan Hardy (Kevin Bacon)

Joe Carroll (James Purefoy) e Ryan Hardy (Kevin Bacon)

Pois bem, mesmo com uma hipótese “viajante” – mas nos dias de hoje, não tão improvável – Joe Carroll é o vilão interpretado pelo inglês James Purefoy na nova série “The Following”, (2013-). A premissa da série, como eu disse, é meio viajante: um serial killer brilhante que consegue criar um culto a própria imagem, como uma religião. Seus seguidores fazem tudo por ele, inclusive, ajudar na sua fuga. Ou seja: ele consegue criar um monte de assassinos, dispostos a matar por ele ou simplesmente dar vazão a seus próprios instintos. Alguns deles são tão submissos que se deixariam matar “apenas” para que Joe Carroll sacie sua “fome de sangue”. E o James Purefoy está odioso, com aquele ar cínico, com o qual ele tem que tomar muito cuidado para não virar um canastrão.
O mocinho da série é o ex-agente do FBI Ryan Hardy, chamado para ser consultor do caso uma vez que foi ele quem prendeu Joe Carroll. Este é interpretado pelo Kevin Bacon que, coitado, faz de tudo para ver o personagem funcionar. Que fique claro que não é culpa dele: no lado maldade, a série manda bem, mas é impossível o FBI só se estrepar, né? Não há quem aguente. É aí que eu acho que a série tem seu ponto fraco.
Mas tem coisa mais odiosa do que ver um serial killer se dar bem? E pior, ver que há um bando de lunáticos que acham isso cool? Esse é o ponto forte da série na minha opinião: a premissa pode ser viajante, mas todos sabemos que esses lunáticos existem. Os Columbine Boys são exemplos clássicos. E ao mesmo tempo que isso é triste, também é interessante.
Para finalizar, hoje estréia “Hannibal”, (2013-), no AXN. Nos EUA já está no ar, mas eu não sou tão viciada a ponto de perder horas baixando episódios da internet. Mas vou confessar uma coisa: eu não comprei a cara desse Hannibal aí; sou muito mais o Anthony Hopkins – que por motivos óbvios, não pode interpretar o Hannibal Lecter jovem, né? Sei lá… Quero testar o tal aplicativo “segunda tela”, então, me preparei para isso.
Chega de serial killers por hoje, mas fica um “perfil” de Joe Carroll, “The Following”:

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EU SOU FÃ DO RICKY MARTIN

Mais um da série “eu sou fã”; dessa vez, do fofo – sim, em falta de palavra melhor – Ricky Martin. Ricky
Ontem o Ricky Martin comemorou 4 milhões de “likes” em sua página no Facebook – o meu entre eles há bastante tempo. E eu me lembrei que, apesar de ter demorado para “sair do armário”, ele mais do que merece esse reconhecimento, como artista e como pessoa.
Tudo bem que ele levou quase 30 anos para assumir a homossexualidade – com quase 40 anos de idade. Mas who cares? Esse cara foi exposto aos holofotes ainda criança, nos tempos do Menudo, o que mostra que ele já sabia bem o que queria – ser um artista famoso. E latino-americano é um “bicho” machista – ou seria melhor dizer, sexista – pra caramba.
Teve a imagem de galã latino bombardeada em todos os meios: novelas de TV, cinema, na própria música.
Não deve ser fácil esconder quem você é por tanto tempo. O ator Rock Hudson – os mais jovens, cliquem no link para saber quem é – escondeu a homossexualidade a ponto de se casar com uma amiga para manter a imagem de macho em Hollywood. Teve a homossexualidade exposta de maneira grosseira e cruel quando definhou por causa da AIDS, em 1985. Ok, nos anos 60, eu acho que a pressão era maior. Mas mesmo assim, a indústria da imagem judia.
Muita gente vai me dizer: “Afe, Anninha, Ricky Martin é brega”. EU SOU BREGA assumida. Adoro dançar “Livin’ la Vida Loca”, “She Bangs”, “Por Arriba, Por Abajo” e me esgoelar cantando sozinha no trânsito de São Paulo, “Saint Tropez” ou “A Medio Vivir” com meu espanhol de sotaque venezuelano.
Vamos combinar, Ricky: você nunca enganou ninguém. Lindo e rebolando do jeito que você rebola, sempre “deu pinta”. Mas todo o público o respeitou; nunca ninguém especulou ou o confrontou publicamente se você era gay ou não.
Pelo contrário: quando você se assumiu, teve o apoio de todo o mundo, gay ou não.
Sabe por quê? Porque acima de tudo, você é um artista carismático, que cumpre seu propósito: de fazer as pessoas cantarem, dançarem e viverem “la vida loca”.
Vejam bem: ele foi parar na Broadway, no musical “Evita”.
Então, parabéns ao Ricky. Que ele continue a ser quem é: humilde, lindo, talentoso, carismático, bom pai e bom companheiro.
Todos nós gostamos de você!

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AS APARÊNCIAS ENGANAM…

Kyle, Cartman, Stan e Kenny

Kyle, Cartman, Stan e Kenny

… “aos que odeiam e aos que amam”, já cantava Elis Regina, composição de Sérgio Natureza e Tunai, caso alguém se interesse.
Eles são fofinhos – dá vontade de apertar.
Eles são garotinhos – portanto, crianças “sinceras” e sem maldade.
Eles se sentem incompreendidos pelos adultos.
Eles moram numa cidadezinha no estado do Colorado – fictícia, porque eles são parte de um desenho animado.
Eric Cartman, Kyle Blofovsky, Stanley Marsh e Kenny McCormick – e mais recentemente, Butters Stotch – são todas as alternativas acima. Exceto que NENHUM deles é flor que se cheire.
South Park, (1997- )” é um desenho animado para adultos, há 16 anos no ar pelo canal “Comedy Central”. Criado por Trey Parker e Matt Stone, a intenção é mostrar crianças fofinhas, famílias “normais” de uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos e seu dia-a-dia.
O problema é que… as criancinhas não são boazinhas, as famílias não são normais, a cidadezinha é um poço de ignorância e preconceito e escatologia pouca é bobagem. A ponto de existir um cocô falante, Mr. Hankey – sim, um pedaço de merda, mesmo, em bom português.

“South Park” é do tipo ame ou odeie. Eu AMO, mas confesso que há episódios tão nojentos que são difíceis de assistir.
A amizade dos quatro garotinhos, apesar de tudo, é o que se vê na vida de qualquer criança:
– Kyle e Stan são amigos e os mais racionais;
– Cartman é o “gordinho” escroto, personalidade dominante da turma;
– Kenny é o mais zoado: além de pobre, ele “morre e ressuscita” em praticamente todos os episódios – se não me engano até a quinta temporada, quando ele “morre” definitivamente e é substituído por Butters, um garotinho inocente no meio de tanto lixo. Isso quer dizer que os episódios são TOTAL e POLITICAMENTE INCORRETOS.

TÃO politicamente incorretos que alguns episódios simplesmente são inacreditáveis.

Imagine que na escola, um aluno faça o número 2 nas calças – ele será zoado pelos colegas, certo? Na escola de South Park, Cartman puxa o coro. Após uma repreensão, Cartman sugere aos professores e à diretora COLOCAR LAXANTE na comida da escola, assim todos os alunos teriam diarréia e ninguém poderia zoar ninguém – exceto ele próprio, pois sairia ileso da empreitada.
Em outra ocasião, o Chef, cozinheiro negro do colégio com jeitão de cantor de R&B, resolve promover uma manifestação para mudar a bandeira de South Park, que ele considera racista “apenas” porque a bandeira traz quatro brancos, uma forca e… um negro pendurado na mesma. Como encontra oposição da população “conservadora”, que justifica que a bandeira homenageia os fundadores da cidade, a prefeita faz uma alteração na mesma: mantém o desenho, mas COLOCA UM SORRISO  no rosto do negro enforcado, o que significa que agora ele está “feliz e não sofrendo”, o que piora a situação e a cidade se vê dividida.
Na febre do iPad, até uma mãe “honesta” vira pedófila. Cartman não tem um iPad, e com raiva, dispara para a mãe: “Você só me fode”. Como se não bastasse, ele ainda solta isso no meio de um WalMart da vida e vai parar no programa do Dr.Phil, onde afirma que “minha mãe me fodeu no Natal, no meu aniversário e agora quer me foder de novo”.
Isso sem contar o que eles detonam com as celebridades: Bono, Mel Gibson, Paris Hilton – todos eles já tiveram episódios onde são completamente ridicularizados.

Eu poderia passar horas descrevendo os episódios, mas acredito que seja mais divertido – ou não – vocês mesmos assistirem.

Segue a abertura de presente.

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DESAPEGO – PARTE 1

Parece que eu NUNCA consigo limpar meus armários.
Muitas coisas eu já doei e outras ainda vou doar. Mas há algumas coisas que só vendendo mesmo.
Como eu pretendo trocar de carro, qualquer troco serve.
Portanto, comecei a anunciar algumas coisinhas no Mercado Livre.
Claro que o preço de algumas coisas são negociáveis, né?
Seguem os links:

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-467400792-sapatos-peep-toe-ponto-dos-pes-_JM

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-467402245-maxibolsa-firenze-_JM

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Qualquer click é válido para aumentar a exposição!

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NO ESCURINHO DA SALA DE VISITAS

WIll Wheaton, Jerry O’Connel, Corey Feld e River Phoenix em “Stand by Me”.

Quem cresceu nos anos 70, com certeza se lembra dos filminhos caseiros. Eram “produções caseiras”, que nossos pais e tios faziam com uma câmera Super 8, em situações constrangedoras como churrascos, festas de aniversário, noite de Natal, sua primeira queda de bicicleta…
Naquele tempo não existia “sala de TV”, então a família se reunia na sala de visitas, onde se empurravam móveis, esticavam as cortinas e pronto: estava montado o cinema de vexames da Super 8.
Após meses, eu finamente assisti “Super 8” (Super 8, 2011), roteiro e direção de J.J.Abrams, em co-produção com o sempre ídolo, dele e de todos nós, Steven Spielberg.
“Super 8” tem uma história singela: após um estranhíssimo acidente de trem, uma cidadezinha começa a sofrer estranhas “intervenções” e desaparecimentos, entre outras coisas.
Claro: culpa dos ETs, os nossos extra-terrestres que Spielberg idolatra.
Eu adoro tudo que seja relacionado a vida alienígena; acredito mesmo que existam seres mais inteligentes do que os “terráqueos”. Mas MORRO de medo de ser abduzida!
Enfim, o roteiro foi do J.J. Abrams, que mostrou talento para fora das séries de TV que costuma produzir. Ele é mais conhecido como um dos criadores de “Lost”, (2004-2010). O que pouca gente se lembra, é de outros seriados que ele criou, como o romântico-sem-ser-açucarado-demais “Felicity”(1998-2002) e o primeiro seriado a colocar uma garota no centro da ação, “Alias” (2001-2006).
Aliás, foi através de “Alias” – me perdoem o trocadilho – que ele começou a explorar o tema conspiração. E aliás, “Alias” foi a série que desbancou “Arquivo X” (“The X-files, 1993-2002). Vale dizer que “Alias”, por mais fictício que tenha sido, não perdeu o rumo como “Lost”, que me perdoem os “lost addicteds”…
Enfim, o que me encantou em “Super 8”? Praticamente tudo. Ficção de primeira, com direito a estética da virada dos anos 70 para os 80. Personagens cativantes e temas que giravam no imaginário popular dos anos da Guerra Fria.

Quem cresceu assistindo a “E.T., o Extra-terrestre” (“E.T., the Extra-Terrestrial,” 1982), “Os Goonies” (“The Goonies”, 1985), “Conta Comigo” “Stand by Me”, 1986), será invadido por uma nostalgia inebriante.
Há a menina bonita e problemática; o gordinho mandão e simpático; o bonitão meio abobalhado; o nerd chegado em algo não convencional como explosões; o órfão que é o personagem mais “equilibrado” desta turma. Os melhores amigos, todos em suas bicicletas BMX.
O medo da invasão “soviética”- hoje não é mais União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS, viu gente? Hoje é só Rússia mesmo, e todos os outros países que foram ou tentam ser “desagregados” após o colapso do comunismo.
Claro que hoje os efeitos especiais dão lavada nos efeitos dos anos 80.
E o alienígena? Ah! Esse é uma obra-prima. Me lembrou de um episódio de “Arquivo X”, onde o alien só era detectado através de infra-vermelho – primeira ou segunda temporada, mas estou com preguiça de procurar o título do episódio. Meio doidão, o que nos lembra das coisas que voavam, literalmente “do além” em “Lost”. Um motivo nobre por trás de toda a violência da criatura…
Mas o lance do “filme dentro do filme”, os adolescentes como os “investigadores”, tudo isso é muito bom de assistir. Tanto que já assisti ao filme quatro vezes desde então.
Segue o trailer para quem não viu, ou quer ver de novo.
Steven Spielberg já tem seu sucessor…

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A RESIGNAÇÃO

Leila Hatami (Simin) e Peyman Moadi (Nader): até que a morte os separe?Com alguns meses de atraso – já que eu ando uma “intelecto-preguiçosa”, vou falar do ganhador do Oscar® de filme estrangeiro de 2012: “A Separação” (Jodaeiye Nader az Simin, 2011), filme iraniano que trata de… separação. Vale lembrar que eu mudei o parágrafo; quando comecei a escrever o post, ele ainda era “nomeado” e já havia levado o Golden Globe e mais um monte de prêmios.
Ok, qual a novidade em um filme sobre a separação de um casal – que Hollywood produz às toneladas?
Se você não tem um grande estúdio por trás, produtores com dinheiro para investir, atores de primeiro calibre – o que você faz? Investe no roteiro, claro. E foi isso que o diretor e roteirista Asghar Farhadi fez.
A surpresa do filme não é a história da separação em si – apesar não entender nada de leis islâmicas, fica muito claro que a separação do título é apenas um pretexto para expor o Irã atual, uma terra que ainda carrega resquícios de uma sociedade tribal e limitada a clãs. Sem mencionar a influência religiosa, que expõe as relações humanas entre as diversas classes sociais de um país que já foi um marco da História da humanidade. Enfim, o filme foi uma daquelas surpresas agradáveis – além de me levar de volta aos tempos de adolescente moderninha que frequentava as salas de cinema da Rua Augusta e região em busca das novidades européias, asiáticas e… do Oriente Médio?
Os créditos iniciais do filme se passam enquanto três passaportes são carimbados com vistos. Corta para a primeira cena, que mostra um casal perante um “juiz” – a mulher quer se separar do marido, uma vez que ambos e a filha conseguiram vistos para viajar ao exterior e o casal está em conflito. Situação: a esposa, Simin quer sair do país, o marido, Nader, não quer deixar o pai, que sofre de Alzheimer e nem permitir que a filha viaje com a mãe.
Segundo a lei iraniana, ou islâmica – eu não sei dizer – a separação, ou talvez o divórcio, só serão concedidos mediante acordo mútuo. Mútuo entre aspas: sabem aquela história de quando um não quer, dois não fazem? Aqui se aplica perfeitamente, pois o marido não quer, então, a esposa resigna-se em perder a disputa.
Mesmo assim, ela abandona o marido e a filha e volta a viver na casa da mãe. O marido deve então encontrar uma “faz-tudo”, alguém que faça o serviço de casa e ainda cuide de seu pai doente.
É então que entra em cena a empregada, uma religiosa extremista, que esconde do marido depressivo que está trabalhando. E o filme dá um reviravolta onde Nader, o marido se vê na condição de “injustiçado” pela lei, divergências entre os iranianos “liberais” e os fundamentalistas vêm a tona, a confusão que é o sistema judiciário iraniano nos deixa, brasileiros, felizes por ter um sistema ineficiente mas pelo menos, com direito a advogados.
Não dá para contar muitos detalhes porque é praticamente, contar o filme. Mas imaginem uma situação onde o espectador, a cada momento, encontra “novos culpados” pela situação, e conceitos como honra e orgulho são levados ao pé da letra, o que gera reviravoltas e mais reviravoltas – e resignação, acima de tudo.
Para quem não viu e pretende ver, segue o trailer do filme.
Sinceramente, um dos melhores filmes que já vi em minha vida.

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